Clomid

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25mg 50mg 100mg
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  • Em nossa farmácia, você pode comprar Clomid com receita médica em diversos países como EUA, Canadá, Alemanha e Romênia, com entrega discreta e segura.
  • O Clomid é indicado para tratar infertilidade feminina por anovulação e, off-label, infertilidade masculina. Age estimulando a ovulação ao atuar como modulador seletivo de receptores de estrogênio, aumentando a liberação de gonadotrofinas (FSH e LH).
  • Dosagem usual: Para mulheres, 50 mg diários por 5 dias (podendo chegar a 150 mg/dia). Para homens off-label, 25–50 mg diários conforme resposta clínica.
  • Forma de administração: Comprimido oral (25 mg, 50 mg ou 100 mg para divisão de dose).
  • Início do efeito: Os efeitos hormonais iniciam em poucas horas após a ingestão, mas a ovulação ocorrer após 5–10 dias do tratamento.
  • Duração da ação: Os efeitos persistem por semanas devido à meia-vida prolongada (aproximadamente 5 dias) do princípio ativo.
  • Não consuma álcool durante o tratamento, pois pode potencializar efeitos adversos gastrointestinais e hepáticos.
  • Efeitos colaterais mais comuns: Ondas de calor (fogachos), desconforto abdominal/inchaço, náuseas, aumento ovariano, dor de cabeça e possibilidade de gestação múltipla.
  • Gostaria de experimentar o Clomid sem receita médica para seu tratamento de fertilidade?
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Clomid: análise clínica detalhada sobre o citrato de clomifeno e fertilidade

A indução da ovulação representa um marco fundamental na medicina reprodutiva, permitindo a superação de barreiras biológicas à conceção. Esta monografia explora em profundidade o perfil farmacológico do citrato de clomifeno, os seus mecanismos de modulação hormonal e os protocolos de segurança necessários para o tratamendo da infertilidade anovulatória e do hipogonadismo em Portugal.

Perfil farmacológico e composição isomérica

O Clomid é a designação comercial para o citrato de clomifeno, um agente não esteroide derivado do trifeniletileno, com propriedades estrogénicas e antiestrogénicas mistas. Quimicamente, distingue-se por ser uma mistura racémica de dois isómeros geométricos: o enclomifeno (trans-clomifeno) e o zuclomifeno (cis-clomifeno), presentes numa proporção aproximada de 62% e 38%, respetivamente. Esta composição dual é crítica para o perfil terapêutico do fármaco. O isómero enclomifeno é o principal responsável pela indução da ovulação e possui uma meia-vida biológica relativamente curta. Em contraste, o zuclomifeno é eliminado muito mais lentamente do organismo, podendo ser detetado no plasma até um mês após a administração. Esta persistência do zuclomifeno contribui para a acumulação do fármaco ao longo de ciclos de tratamento consecutivos, o que justifica a limitação do número de ciclos recomendados para evitar efeitos cumulativos adversos sobre o endométrio e o muco cervical.

Mecanismo de ação e bloqueio estrogénico

O mecanismo de ação do citrato de clomifeno baseia-se na sua capacidade de se ligar aos recetores de estrogénio no hipotálamo e na hipófise (glândula pituitária), bloqueando-os. Em condições normais, o estrogénio exerce um feedback negativo sobre estas glândulas, sinalizando-lhes para reduzir a produção de hormonas estimulantes. Ao ocupar estes recetores, o clomifeno impede o estrogénio endógeno de exercer esse efeito inibitório. Consequentemente, o cérebro perceciona falsamente um estado de hipoestrogenismo (baixos níveis de estrogénio). Em resposta a este sinal, o hipotálamo aumenta a secreção pulsátil do fator libertador de gonadotropinas (GnRH), o que por sua vez estimula a hipófise anterior a libertar quantidades aumentadas de hormona folículo-estimulante (FSH) e hormona luteinizante (LH). Este aumento das gonadotropinas atua diretamente sobre os ovários, promovendo o recrutamento, crescimento e maturação dos folículos ovarianos, culminando na ovulação e no desenvolvimento do corpo lúteo.

Indicações em infertilidade feminina e sop

A indicação primária aprovada para o Clomid é o tratamento da infertilidade anovulatória em mulheres. É considerado o tratamento de primeira linha para pacientes com Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP) que desejam engravidar, desde que o eixo hipotálamo-hipófise esteja intacto e haja produção endógena de estrogénios. A eficácia na indução da ovulação é elevada, com taxas de sucesso que variam entre 70% a 80% das pacientes tratadas. Além da anovulação, o medicamento é utilizado para corrigir defeitos da fase lútea, uma condição onde a produção de progesterona após a ovulação é insuficiente para manter uma gravidez inicial. Também é empregue em protocolos de inseminação intrauterina (IIU) para estimular o desenvolvimento de múltiplos folículos (superovulação controlada), aumentando assim a probabilidade de conceção em casos de infertilidade inexplicada ou fator masculino leve.

Aplicações em andrologia e hipogonadismo masculino

Embora não seja uma indicação aprovada em bula (uso off-label), o clomifeno é amplamente prescrito por urologistas e endocrinologistas para o tratamento do hipogonadismo secundário masculino e infertilidade masculina. Em homens com baixos níveis de testosterona mas com função testicular preservada, o fármaco atua bloqueando o feedback negativo do estrogénio na hipófise, o que resulta num aumento da secreção de LH e FSH. O aumento do LH estimula as células de Leydig nos testículos a produzir mais testosterona endógena, enquanto o FSH apoia as células de Sertoli, essenciais para a espermatogénese. Esta abordagem é frequentemente preferida em detrimento da terapia de reposição de testosterona (TRT) em homens jovens que desejam preservar a sua fertilidade, uma vez que a testosterona exógena suprime a produção de esperma. No contexto desportivo e de culturismo, o clomifeno é utilizado na Terapia Pós-Ciclo (TPC) para restaurar a produção hormonal natural após o uso de esteroides anabolizantes.

Farmacocinética: metabolismo e excreção fecal

O citrato de clomifeno é rapidamente absorvido após administração oral no trato gastrointestinal. A metabolização ocorre predominantemente no fígado, onde o fármaco sofre recirculação êntero-hepática: é excretado na bile, reabsorvido no intestino e novamente transportado para o fígado. Este ciclo contribui para a longa permanência do fármaco no organismo. A via de excreção principal é através das fezes. Estudos com clomifeno radiomarcado demonstraram que cerca de 51% da dose administrada é excretada nas fezes e apenas 8% na urina num período de 5 dias. A excreção urinária lenta e a longa semivida de eliminação do isómero zuclomifeno (que pode ultrapassar as duas semanas) significam que vestígios do medicamento podem permanecer no sistema durante várias semanas após a interrupção do tratamento, um fator que deve ser considerado ao avaliar potenciais interações ou efeitos adversos tardios.

Protocolos de dosagem e ciclos de tratamento

A dosagem de Clomid deve ser estritamente individualizada e supervisionada por um especialista. O protocolo padrão para indução da ovulação inicia-se com 50 mg (um comprimido) por dia, administrados durante 5 dias consecutivos. O tratamento começa tipicamente entre o 2.º e o 5.º dia do ciclo menstrual (após o início da hemorragia espontânea ou induzida por progestagénios). Se a ovulação ocorrer com esta dose, não há vantagem em aumentar a dosagem nos ciclos subsequentes. Se a ovulação não ocorrer após o primeiro ciclo de 50 mg, a dose pode ser aumentada para 100 mg por dia no ciclo seguinte, mantendo a duração de 5 dias. Doses superiores a 100 mg/dia não são geralmente recomendadas, pois não demonstraram aumentar as taxas de gravidez e elevam o risco de efeitos secundários. A terapia não deve exceder um total de 6 ciclos ovulatórios; se a gravidez não for alcançada após este período, devem ser consideradas outras opções de reprodução assistida. Para uso masculino, as doses variam habitualmente entre 25 mg e 50 mg, tomadas diariamente ou em dias alternados, com monitorização regular dos níveis de testosterona e estradiol.

Monitorização da resposta ovulatória e ultrassom

A eficácia do tratamento deve ser monitorizada para confirmar a ovulação e excluir uma resposta excessiva. A monitorização pode ser feita através de métodos clínicos, como a medição da temperatura basal corporal ou kits de deteção de LH urinário, mas o método ideal é a ecografia transvaginal. O acompanhamento ultrassonográfico permite visualizar o número e o tamanho dos folículos em desenvolvimento, bem como a espessura do endométrio. A ovulação ocorre geralmente entre 5 a 10 dias após a última dose de Clomid. Recomenda-se que o casal tenha relações sexuais frequentes (dia sim, dia não) durante esta janela fértil prevista. A monitorização ecográfica é também crucial para detetar a formação de quistos ovarianos, uma complicação possível que exige a suspensão temporária do tratamento até à sua resolução espontânea.

Probabilidade de gravidez gemelar e riscos

Um dos efeitos mais conhecidos da estimulação ovárica com clomifeno é o aumento da probabilidade de gestações múltiplas. Enquanto na população geral a taxa de gémeos é de cerca de 1%, com o uso de Clomid esta taxa sobe para aproximadamente 5% a 10%. A grande maioria destas gestações são de gémeos dizigóticos (fraternos), resultantes da libertação e fertilização de dois óvulos distintos. Gestações de trigémeos ou de ordem superior são muito raras (menos de 1%). Embora para alguns casais a ideia de ter gémeos seja atrativa, do ponto de vista obstétrico, uma gravidez múltipla é considerada de alto risco, associada a maiores taxas de prematuridade, baixo peso à nascença e complicações maternas como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. A monitorização ecográfica ajuda a identificar ciclos onde se desenvolveram demasiados folículos dominantes, permitindo ao médico aconselhar a abstinência sexual nesse ciclo para evitar o risco de múltiplos de alta ordem.

Segurança clínica e contraindicações absolutas

O Clomid apresenta contraindicações específicas que devem ser respeitadas para garantir a segurança da paciente. É estritamente contraindicado durante a gravidez; portanto, deve-se excluir a gravidez antes de iniciar cada novo ciclo de tratamento. Mulheres com doença hepática ativa ou história de disfunção hepática não devem utilizar o fármaco, dada a sua extensa metabolização hepática. Outras contraindicações incluem hemorragias uterinas anormais de causa indeterminada e a presença de quistos ovarianos (não relacionados com SOP) ou aumento do ovário. Pacientes com tumores dependentes de hormonas ou com disfunção não tratada da tiroide ou das glândulas suprarrenais também não são candidatos adequados. A segurança a longo prazo (mais de 6 ciclos) tem sido objeto de debate devido a um potencial risco teórico, embora baixo, de tumores ovarianos, razão pela qual se recomenda limitar a duração da exposição ao fármaco.

Perfil de efeitos adversos e distúrbios visuais

Os efeitos secundários do clomifeno são geralmente reversíveis e dose-dependentes. Os sintomas vasomotores, conhecidos como afrontamentos, são os mais comuns, afetando cerca de 10% a 20% das utilizadoras; estes manifestam-se como sensações súbitas de calor acompanhadas de rubor facial. Desconforto abdominal, distensão, náuseas e vómitos e sensibilidade mamária também são frequentemente reportados. Uma categoria de efeitos adversos que requer atenção imediata são os distúrbios visuais. Estes podem incluir visão turva, pontos cegos (escotomas) ou flashes de luz. Embora ocorram em menos de 2% dos casos, a sua presença impõe a interrupção imediata do tratamento e uma avaliação oftalmológica completa. Em casos raros, estas alterações podem tornar-se irreversíveis se o tratamento for continuado apesar dos sintomas. Outra complicação potencial é a Síndrome de Hiperestimulação Ovárica (SHO), caracterizada por aumento ovariano massivo, dor abdominal severa e ascite, embora seja muito menos frequente com clomifeno do que com gonadotropinas injetáveis.

Interações medicamentosas e fitoterápicos

Não existem muitas interações medicamentosas farmacocinéticas graves documentadas com o clomifeno, mas interações farmacodinâmicas são possíveis. O uso concomitante com outras terapias hormonais ou medicamentos que afetam a função pituitária pode alterar a resposta ao tratamento. Por exemplo, a utilização de suplementos de ervas com atividade hormonal (como a maca peruana ou vitex agnus-castus) deve ser comunicada ao médico, pois pode interferir com o delicado equilíbrio hormonal que o Clomid tenta estabelecer, mascarando os resultados ou exacerbando a estimulação. No caso de pacientes masculinos, a combinação de clomifeno com inibidores da aromatase (como o anastrozol) pode ser utilizada em casos específicos para controlar os níveis de estrogénio, mas requer monitorização apertada. O consumo de álcool não interage quimicamente com o clomifeno, mas o excesso pode prejudicar a fertilidade geral e a qualidade do esperma, devendo ser moderado durante o período de tentativa de conceção.

Disponibilidade, preço e acesso ao medicamento

Em Portugal, o citrato de clomifeno é comercializado sob marcas como Dufine ou Clomid, sendo classificado como medicamento sujeito a receita médica. Está disponível na maioria das farmácias físicas, mas rupturas de stock ocasionais podem ocorrer. O preço do Clomid 50mg varia, sendo geralmente acessível em comparação com tratamentos de fertilidade injetáveis. A aquisição através de plataformas digitais autorizadas oferece conveniência e discrição. Serviços de telemedicina permitem que um médico avalie o historial do paciente e emita uma prescrição eletrónica válida, se clinicamente apropriado. Esta via é particularmente útil para pacientes que procuram renovação de receita ou que já têm um diagnóstico estabelecido e procuram evitar deslocações frequentes. A entrega é realizada em embalagens discretas para proteger a privacidade do utente, com prazos de entrega que variam consoante a região do país.

Micro-faq (respostas rápidas)

O Clomid é um esteroide?Não, é um modulador seletivo dos recetores de estrogénio (SERM), não um esteroide anabolizante, embora influencie as hormonas.
Engravida de gémeos?Sim, a probabilidade aumenta para cerca de 5-10% devido à estimulação de múltiplos folículos.
Homens podem tomar?Sim, é prescrito off-label para aumentar a testosterona e a contagem de esperma em casos de hipogonadismo.
Preciso de receita médica?Sim, em Portugal é obrigatória a apresentação de receita médica para a dispensa.

Perguntas frequentes aprofundadas sobre clomid

Quando devo ter relações sexuais tomando Clomid?A ovulação ocorre geralmente 5 a 10 dias após a toma do último comprimido do ciclo. A janela de fertilidade máxima situa-se, portanto, entre o 11.º e o 16.º dia do ciclo menstrual. Recomenda-se ter relações sexuais em dias alternados (dia sim, dia não) durante este período para garantir a presença de esperma viável no trato reprodutivo no momento da libertação do óvulo.
O Clomid causa aumento de peso?Algumas pacientes relatam ganho de peso durante o tratamento, mas isso é frequentemente devido à retenção de líquidos e ao inchaço ovariano temporário, e não a um aumento real de massa gorda. Esses sintomas tendem a regredir após o término do ciclo de tratamento. Uma dieta equilibrada ajuda a controlar este efeito.
O que fazer se falhar uma dose?Se se esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Se estiver quase na hora da dose seguinte, contacte o seu médico. Não duplique a dose por iniciativa própria. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar o calendário do ciclo ou reiniciar o tratamento no ciclo seguinte para garantir a eficácia da estimulação.
Posso tomar Clomid se tiver quistos nos ovários?Geralmente não. Antes de iniciar cada novo ciclo de tratamento, deve ser realizada uma ecografia basal (nos primeiros dias da menstruação) para garantir que não existem quistos ovarianos residuais resultantes da estimulação anterior. A presença de quistos funcionais obriga ao adiamento do tratamento até ao seu desaparecimento espontâneo.

Conclusão médica

O citrato de clomifeno permanece como a intervenção farmacológica de primeira linha mais utilizada e validada para a indução da ovulação. O seu perfil de eficácia robusto, aliado a um custo acessível e facilidade de administração oral, torna-o uma opção indispensável na medicina reprodutiva. Quer seja utilizado para superar a anovulação na SOP ou para restaurar o equilíbrio hormonal masculino, o sucesso terapêutico depende de uma monitorização cuidada e do respeito pelos protocolos de segurança estabelecidos.