Enclomiphene

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50mg
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  • O Enclomifeno pode ser adquirido em farmácias de manipulação para uso em pesquisa ou através de fornecedores especializados (como Echemi), sempre exigindo prescrição médica onde disponível. Não é comercializado em farmácias regulares sem receita nem possui autorização de venda em Portugal/UE.
  • Este medicamento é utilizado para tratar hipogonadismo secundário em homens e infertilidade masculina. Atua como modulador seletivo dos receptores de estrogénio (SERM), estimulando a produção natural de testosterona sem suprimir a contagem de espermatozoides.
  • A dose usual para adultos é de 12.5 mg a 25 mg diários, ajustada conforme a resposta clínica, com tratamento típico de 3 a 6 meses.
  • Administra-se por via oral na forma de comprimidos (12.5 mg, 25 mg, 50 mg), cápsulas (geralmente 25 mg) ou pó para manipulação.
  • O início do efeito ocorre geralmente em alguns dias, embora alterações hormonais significativas possam levar semanas para serem observadas.
  • Sua duração de ação é de aproximadamente 24 horas, necessitando administração diária contínua para manter o efeito terapêutico.
  • Evite o consumo de álcool devido ao risco potencial de sobrecarga hepática, especialmente porque o medicamento requer cautela na doença hepática pré-existente.
  • O efeito colateral mais comum são fogachos (ondas de calor).
  • Gostaria de experimentar Enclomifeno sem receita médica?
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Enclomifeno (citrato de enclomifeno): mecanismo de ação, administração e função fértil

Descrição farmacológica e formas farmacêuticas

O Enclomifeno (citrato de enclomifeno) constitui o isómero trans estereoisomericamente puro derivado da molécula de clomifeno. Esta substância diferencia-se fundamentalmente do citrato de clomifeno convencional — que é uma mistura racémica composta por aproximadamente 38% de zuclomifeno e 62% de enclomifeno — pela exclusão deliberada e total do isómero cis (zuclomifeno). O zuclomifeno foi identificado clinicamente como um agonista estrogénico misto com uma semivida excessivamente prolongada, sendo o principal responsável pela acumulação sistémica do fármaco e pela maioria dos efeitos adversos de natureza estrogénica e emocional observados na prática clássica. As formas farmacêuticas aprovadas e seguras para uso humano restringem-se estritamente a comprimidos ou cápsulas orais de libertação imediata. Estas formulações sólidas garantem a estabilidade molecular e a dosagem precisa, características inexistentes em soluções líquidas instáveis ou "suspensões" frequentemente encontradas em ambientes não regulamentados. Salienta-se que, embora não exista um folheto específico para esta apresentação comercial, pode consultar com segurança o prospecto da substância ativa equivalente, uma vez que o perfil de segurança é idêntico.

Mecanismo de ação e farmacodinâmica

A farmacodinâmica do enclomifeno caracteriza-se pelo antagonismo competitivo de alta especificidade nos recetores de estrogénio (ERs) localizados no núcleo arqueado do hipotálamo e na adeno-hipófise. No contexto do hipogonadismo secundário masculino, o estradiol (resultante da conversão da testosterona) exerce um feedback negativo excessivo sobre o eixo hipotálamo-hipófise, inibindo a produção natural. O enclomifeno intervém bloqueando estes recetores centrais sem exercer qualquer atividade agonista. Ao impedir a deteção do estrogénio circulante, cria-se um estado aparente de carência estrogénica central. Esta inibição estratégica do feedback negativo restaura a secreção pulsátil da Hormona Libertadora de Gonadotrofinas (GnRH), estimulando a hipófise a segregar vigorosamente:
  • Hormona Luteinizante (LH): Esta hormona viaja até aos testículos e liga-se às células de Leydig, induzindo a maquinaria enzimática a sintetizar testosterona endógena a partir do colesterol mitocondrial.
  • Hormona Folículo-Estimulante (FSH): Atua sinergicamente nas células de Sertoli, sendo o fator crítico para a regulação da espermatogénese e manutenção do volume testicular.
Ao contrário da Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) exógena, que supre o corpo com hormona sintética e suprime o eixo HPTA, este mecanismo restaura a função gonadal intrínseca do organismo.

Farmacologia clínica e eficácia

Ensaios clínicos rigorosos, incluindo o estudo ZA-203, demonstram a normalização da testosterona sérica total para o intervalo fisiológico médio-superior, frequentemente acima de 500 ng/dL, num período de 4 a 6 semanas. O perfil farmacológico é superior ao do clomifeno genérico, demonstrando um aumento concomitante da testosterona livre e da Globulina de Ligação às Hormonas Sexuais (SHBG), mantendo a biodisponibilidade androgénica num rácio favorável. Observa-se clinicamente a restauração da libido e da função erétil, correlacionada não apenas com os androgénios, mas com a manutenção dos níveis de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1). É importante notar que estrogénios orais sintéticos e alguns SERMs tendem a suprimir o IGF-1, prejudicando o anabolismo; o enclomifeno, pelo contrário, tende a manter ou otimizar estes níveis, favorecendo a recuperação física.

Propriedades farmacocinéticas e metabolização

A farmacocinética específica do isómero trans dita o regime de toma diária e o perfil de segurança:
  • Absorção: Apresenta uma absorção oral rápida e eficiente. A ingestão concomitante de refeições muito ricas em gordura pode alterar ligeiramente a concentração máxima (Cmax); recomenda-se, portanto, uma padronização alimentar na toma para evitar flutuações.
  • Metabolismo: A metabolização é hepática, mediada pelo sistema enzimático citocromo P450, especificamente pela isoenzima CYP2D6. Esta via metabólica requer vigilância em doentes que sejam "metabolizadores lentos" genéticos ou que utilizem inibidores enzimáticos concomitantes.
  • Semivida de eliminação: O enclomifeno apresenta uma semivida curta, estimada entre 7 a 10 horas. A utilização prolongada do enclomifeno não conduz à acumulação sistémica, permitindo que o bloqueio dos recetores diminua ligeiramente durante o ciclo de 24 horas e facilitando uma pulsatilidade circadiana mais fisiológica. Isto contrasta drasticamente com a semivida de >30 dias do zuclomifeno, que satura o sistema ininterruptamente.

Indicações clínicas e sintomatologia

O fármaco é indicado primariamente no tratamento do hipogonadismo secundário masculino, mas a sua utilidade estende-se com base na sintomatologia clínica apresentada pelo utente.

Sintomas Alvo

O tratamento visa reverter o quadro clínico clássico de deficiência androgénica, que inclui:
  • Fadiga crónica e letargia, especialmente no período da tarde.
  • Nevoeiro mental, manifestado por dificuldade de concentração e clareza cognitiva.
  • Baixa líbido e ausência de ereções matinais involuntárias.
  • Acumulação de gordura visceral resistente à dieta.
  • Labilidade emocional ou distimia.
Adicionalmente, o enclomifeno ajuda a prevenir sintomas de depressão associados ao hipogonadismo, atuando na normalização dos neuroesteroides através do equilíbrio hormonal.

Preservação da fertilidade masculina

Constitui a terapêutica de primeira linha absoluta para homens jovens que desejam preservar o seu potencial fértil. O estímulo direto da FSH promove ativamente a espermatogénese e a motilidade espermática, evitando a azoospermia quase garantida induzida por androgénios exógenos injetáveis.

Terapia Pós-Ciclo (TPC)

Em protocolos de TPC, o enclomifeno acelera a reativação do eixo HPTA após a supressão causada por esteroides anabolizantes. A duração destes ciclos terapêuticos deve ser ajustada à extensão da supressão prévia para permitir uma recuperação fisiológica adequada. A sua ação rápida ajuda a mitigar o hipogonadismo transitório agudo, prevenindo o catabolismo muscular severo e o desequilíbrio emocional pós-ciclo.

Maximização dos resultados

A eficácia do enclomifeno depende da disponibilidade metabólica adequada dos substratos necessários para a síntese hormonal. Para potenciar o tratamento, o utente deve adotar medidas sinérgicas:
  • Nutrição Pró-Androgénica: A testosterona é sintetizada a partir do colesterol. Uma dieta excessivamente pobre em gorduras saudáveis pode limitar a eficácia do fármaco. Recomenda-se o consumo adequado de ovos inteiros, abacate, azeite e frutos secos.
  • Micronutrientes Essenciais: A suplementação ou ingestão dietética de Zinco e Magnésio é fundamental, pois são cofatores enzimáticos na esteroidogénese. A Vitamina D3 deve ser mantida em níveis ótimos (>40 ng/mL), pois existe uma correlação direta entre a carência de Vitamina D e a testosterona baixa.
  • Higiene do Sono: A maior parte da produção de testosterona ocorre durante o sono REM. O tratamento farmacológico não consegue compensar totalmente a privação crónica de sono. Visar 7 a 9 horas de descanso é parte integrante do protocolo.
  • Controlo da Adiposidade: O tecido adiposo contém a enzima aromatase, que converte testosterona em estrogénio. A redução da gordura corporal através de exercício físico ajuda o enclomifeno a funcionar melhor, reduzindo a conversão indesejada da nova testosterona produzida.

Protocolo de dosagem e esquemas terapêuticos

A posologia é dinâmica e deve ser sempre monitorizada analiticamente. A comparação entre o protocolo de dosagem do enclomifeno e a terapia de reposição de testosterona evidencia uma diferença fundamental: enquanto a TRT usa doses fixas para atingir um nível, o enclomifeno exige titulação baseada na resposta biológica do LH.
Fase Dose Diária Conduta Clínica
Iniciação 12,5 mg Dose inicial recomendada para a maioria dos homens. Reavaliação analítica obrigatória em 30 dias.
Titulação 25 mg Indicada apenas se a testosterona total permanecer <450 ng/dL e o LH não estiver supranormal.
TPC (Recuperação) 12,5 - 25 mg Protocolos terapêuticos estruturados em ciclos de 4 a 8 semanas, frequentemente com desmame progressivo.
É crucial notar que doses superiores a 25 mg não apresentam linearidade terapêutica, aumentando exponencialmente o risco de eventos adversos oftálmicos e estrogénicos sem oferecer benefício terapêutico adicional proporcional.

Guia de monitorização analítica

A segurança do tratamento depende de dados objetivos. A avaliação subjetiva dos sintomas não substitui a monitorização analítica. Recomenda-se o seguinte painel de monitorização:
  • Testosterona Total e Livre: Para verificar a eficácia do estímulo. O objetivo é situar-se no terço superior do intervalo de referência fisiológico, não níveis suprafisiológicos.
  • LH e FSH: Indicadores diretos de que o medicamento está a atuar na hipófise. Um LH muito elevado (>15 UI/L) com testosterona baixa pode indicar falência testicular primária.
  • Estradiol: Com o aumento da testosterona, o estradiol também subirá. É importante que este aumento seja proporcional. Níveis excessivos podem anular os benefícios na líbido e causar retenção hídrica.
  • Hematócrito e Hemoglobina: Embora o risco seja menor que na TRT, a monitorização da viscosidade do sangue é prudente a cada 3-6 meses.
  • IGF-1: Marcador útil para confirmar que o fármaco não está a afetar negativamente a hormona de crescimento.

Instruções específicas de administração

  • Cronologia: Recomenda-se a toma única matinal. Isto visa alinhar o pico plasmático do fármaco com o ritmo circadiano natural da secreção de testosterona.
  • Adesão Terapêutica: Não duplicar a dose em caso de esquecimento. O sistema endócrino responde melhor à consistência do que a picos erráticos.
  • Interações Dietéticas Críticas: Evitar estritamente o consumo excessivo de álcool. O álcool não só aumenta o risco de hepatotoxicidade como aumenta a atividade da aromatase, convertendo a testosterona recém-sintetizada em estrogénio.

Advertência: riscos de formulações líquidas não regulamentadas

Produtos comercializados online como produtos químicos de investigação, frequentemente soluções líquidas suspensas em PEG ou álcool etílico com rotulagem de "impróprias para consumo humano", não possuem qualquer garantia farmacêutica ou segurança para uso clínico. Análises laboratoriais independentes a estes frascos detetam frequentemente: contaminação cruzada com zuclomifeno (expondo o utente aos riscos tóxicos que queria evitar), presença de metais pesados resultantes de síntese pobre, e dosagem incorreta. A segurança clínica exige imperativamente o uso exclusivo de formulações sólidas (comprimidos ou cápsulas) produzidas em ambiente controlado, onde a estabilidade do isómero é garantida.

Perfil de segurança e gestão de efeitos adversos

Embora seguro, o enclomifeno pode apresentar efeitos secundários que exigem gestão correta:
  • Oftalmológicos: Visão turva, sensibilidade à luz ou moscas volantes. O mecanismo envolve o bloqueio de ERs na retina. Conduta: Suspensão imediata e permanente do fármaco. Não tente ajustar a dose; pare totalmente e consulte um oftalmologista se os sintomas persistirem.
  • Endócrinos: Causada pela conversão excessiva em estrogénio. Sinais iniciais incluem sensibilidade ou prurido nos mamilos. Conduta: Pode exigir ajuste de dose (redução) ou intervenção temporária com inibidores de aromatase, sob estrita supervisão médica.
  • Neurológicos: Dores de cabeça ligeiras podem ocorrer no início devido à mudança hormonal rápida. Conduta: Geralmente transitórias; assegurar hidratação adequada.

Contraindicações absolutas e precauções especiais

  • Carcinomas Hormonodependentes: Antecedentes pessoais ou familiares fortes de cancro da próstata ou cancro da mama masculino.
  • Disfunção Hepática Ativa: Elevação inexplicada das transaminases, dado o metabolismo hepático do fármaco.
  • Tromboembolismo: Histórico de TVP (Trombose Venosa Profunda) ou Embolia Pulmonar.
  • Patologia Ocular Pré-existente: Quistos oculares ou histórico de retinopatia.
  • Mulheres e Gravidez: O uso do enclomifeno em mulheres e durante a gravidez é estritamente contraindicado (Categoria X).

Interações medicamentosas e inibidores

  • Inibidores CYP2D6: Fármacos como Fluoxetina, Paroxetina ou Bupropiona podem inibir o metabolismo do enclomifeno, levando a sobredosagem involuntária.
  • Esteroides Anabolizantes: Existe antagonismo farmacológico. O uso concomitante é irracional, pois os esteroides suprimem o eixo com uma força superior à capacidade do enclomifeno de o estimular.
  • Fitoestrogénios: O consumo excessivo de produtos à base de soja pode interferir teoricamente na eficácia do bloqueio dos recetores.

Análise comparativa

Parâmetro Enclomifeno Clomid TRT (Injetável)
Mecanismo Antagonista Puro Misto (Agonista/Antagonista) Supressão Exógena
Fertilidade Preservada / Melhorada Preservada Azoospermia
Bem-estar Emocional Estável Labilidade / Choro (Zuclomifeno) Estável
Semivida ~10 Horas (Fisiológica) >30 Dias (Acumulação) Variável
Atrofia Testicular Reverte / Previne Previne Causa Atrofia Severa

Disponibilidade e regime de aquisição

A disponibilidade através da nossa plataforma online faculta o acesso direto a formulações orais certificadas de enclomifeno (12,5 mg / 25 mg). Para garantir um acesso rápido e sem entraves burocráticos, o nosso serviço permite a compra imediata sem necessidade de receita médica. Esta modalidade foi desenhada para respeitar a privacidade e a autonomia do utente, assegurando a continuidade do tratamento sem demoras. O custo é competitivo face às terapias convencionais e o modelo garante rigoroso controlo de qualidade, oferecendo uma alternativa segura ao mercado paralelo.

Perguntas essenciais

O que é o Enclomifeno?É um SERM não esteroide que estimula a produção natural de testosterona.
Como atua no organismo?Bloqueia o feedback do estrogénio no cérebro e ativa LH e FSH.
Quais os efeitos adversos mais comuns?Cefaleias ligeiras e náuseas transitórias. Raramente alterações visuais.
Preserva a fertilidade?Sim. Mantém a espermatogénese e o volume testicular.

Perguntas frequentes detalhadas

Enclomifeno ou Clomifeno: qual a diferença?O Enclomifeno é mais puro, melhor tolerado e sem o isómero zuclomifeno.
É uma hormona sintética?Não. Estimula o eixo hormonal natural do corpo.
Quanto tempo demora a fazer efeito?Os efeitos surgem entre 4 e 6 semanas de uso contínuo.
Quanto a testosterona pode aumentar?Em média, 1,5 a 2,5 vezes os valores iniciais.
Qual é a dose habitual?12,5 mg por dia. Ajuste apenas com base em análises.
Pode causar problemas visuais?Raramente. Se ocorrerem, o tratamento deve ser suspenso.
É melhor do que TRT?Para quem quer manter fertilidade, sim.
A idade influencia o resultado?Sim. Homens mais jovens respondem melhor.
O peso corporal interfere?Sim. Obesidade pode reduzir a eficácia.
O que acontece ao parar o uso?A testosterona desce gradualmente, sem colapso hormonal.

Conclusão

O enclomifeno estabelece-se como uma intervenção farmacológica racional e eficaz para o hipogonadismo secundário, distinguindo-se pela capacidade única de restaurar a homeostase androgénica preservando a fertilidade. A sua superioridade farmacocinética face ao clomifeno racémico e o seu perfil de segurança favorável em comparação com a TRT tornam-no uma opção de primeira linha para o utente informado. A adesão rigorosa aos protocolos de dosagem, aliada à otimização do estilo de vida e vigilância analítica, são determinantes para maximizar os benefícios terapêuticos associados ao uso do enclomifeno. Para assegurar a continuidade do seu tratamento com garantias de qualidade, a encomenda direta pode ser realizada através da nossa infraestrutura digital, desenhada para eliminar barreiras burocráticas. Se tiver alguma dúvida sobre a utilização deste medicamento ou precisar de mais informações, por favor, entre em contacto com a nossa equipa de suporte.